Antes de chegar à Argentina, tive o prazer de fazer uma pequena pausa pela terra de Ipanena e Copacabana.
O Rio de Janeiro tem praias urbanas aprazíveis, quentes. Ao pé do Hotel Royal Tulip, onde fiquei instalado pude apreciar a Praia da Rocinha e até a própria favela, por onde não me aventurei.
As praias são agradáveis, mas a arquitectura circundante não é esteticamente bem conseguida. Faz-me lembrar o Algarve no seu excesso residencial.
A água é fria, mas a temperatura média é bem quente, e ao fim do terceiro mergulho já não é tão incomodativo o pormenor da temperatura da água.
| Praia da Rocinha |
O Hotel Royal Tulip já foi um Intercontinental, é bastante agradável. Nem sequer o facto de estar ao lado da Favela Rocinha parece ser um factor importante. Uma dominante no Rio deveria ser a insegurança dado o número de favelas. Confesso que Salvador em 2006 pareceu-me mais ameaçador do que o Rio, apesar de ter uma traça arquitectónica semelhante à parte de velha de Lisboa. Mesmo assim o Rio é uma cidade bastante agradável para se estar. Os preços são incrivelmente altos. Tudo é cerca de 30 a 50% mais caro do que em Lisboa.
| Hotel Royal Tulip |
Uma das formas mais comuns de deslocação é feita com recurso a carrinhas do género Ford Transit convertidas para levar passageiros. O custo de uma viagem é de 2,50 reais, aproximadamente 1,15 euros. As carrinhas não levam apenas pessoas sentadas, como se pode ver pela imagem. As normas de segurança rodoviária aqui são dispensadas em nome do lucro das peruas.
Nota: Perua é também uma senhora produzida para sair!
| Viajar numa perua! |
Nas praias de todo o mundo devem haver vendedores. No Rio de Janeiro existem vendedores de comida de roupa, de jóias, de bebidas. A quantidade de artigos que cada vendedor leva, caminhando na areia escaldante, é impressionante. Não pude deixar passar o senhor que levava dois barris de 10 litros, para saciar a sede dos veraneantes do Rio. Quem será que lhe saceia a sede a ele?
| Vendedor de bebidas na Praia de Ipanema |
Uma das bebidas mais tradicionais é a água de coco. Literalmente, o coco é cortado e uma palhinha é colocada no coco. O líquido é pouco doce mas refrescante. A sensação de beber directamente do fruto, é natural. É uma experiência a não perder!
| Água de coco |
As ruas do Rio de Janeiro são mais bonitas as que não estão coladas à praia.
Podemos encontrar estátuas bem originais as quais é impossível não tirar uma foto.
| Ruas e avenidas do Rio de Janeiro |
O trânsito do Rio de Janeiro é bem louco.
Mas apesar das passadeiras serem meramente decorativos, os semáforos durante o dia têm um efeito autoritário sobre os veículos. Há noite já é mais opcional. Não consigo deixar de sorrir perante o motociclista de mão no queixo à espera que o sinal aconteça na sua vida!
| À espera do sinal verde |
| Corcovado bem longe da vista |
Algures no bairro de Ipanema, existe um bar chamado a Bracarense que vende uns petiscos fabulosos. Uma das referências é a sanduíche de pernil, mas não menos bom é o pastel de milho, camarão e queijo, que dá vontade de comer à ganância.
| Pastel de milho, camarão e queijo |
Apesar de o sol se pôr atrás da montanha. As cores do céu são inconfundíveis.
O dia valeu e a noite também!
| Vista do Hotel ao anoitecer. |
Cada vez é mais frequente férias de terceiros seguidas como uma reportagem... e ainda bem para pessoas pobrezinhas como eu.
ResponderEliminarFotos fabulosas com comentários "bem pertinentes" e realmente é muito bom saber que existe pelo menos um amigo meu a usufruir o Verão em pleno Janeiro.
Sim, mas temos uma viagem incerta programada para o Egipto para reactivar uma das pirâmides!
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